Esqueci de contar essa na época, mas a chegada de outro casal de brasileiros em Tianjin me fez lembrar o episódio "Certificado de saúde para obtenção do visto de residente".
Saímos cedo de casa, os quatro, em jejum para o exame de sangue e com a bexiga cheia pro exame de urina. Até aí nenhuma novidade.
Mas ao contrário do que pensamos depois de rodar por 40 minutos não chegamos ao laboratório, tivemos antes que preencher formulários e passar por uma entrevista no departamento de controle de entrada e saída de estrangeiros.
Quando me dei conta de que a coisa ia demorar tratei de achar um banheiro, pois apesar da Ju estar grávida, era a minha bexiga que parecia estar no oitavo mês. Ufa alívio...
Depois de um blá blá blá, ou melhor, um huá huá huá, fomos liberados pra seguir viagem.
Com 2 horas de atraso chegamos ao tal laboratório onde finalmente eu poderia esvaziar de vez minha bexiga que estava novamente quase explodindo.
Mas a coisa tava enrolada outra vez pq não éramos os únicos estrangeiros tentando morar em Tianjin.
Supliquei à chinesinha, nossa intérprete, que precisava desesperadamente fazer xixi, comovida me concedeu o direito de ser a primeira a fazer o ultrasom.
Não me perguntem o pq do exame, naquele momento tão confortável com uma chinesa apertando minha bexiga, preferi ficar sem respostas.
Passado o sufoco pude voltar a respirar depois que cheguei ao... vamos dizer..."banheiro".
Saímos cedo de casa, os quatro, em jejum para o exame de sangue e com a bexiga cheia pro exame de urina. Até aí nenhuma novidade.
Mas ao contrário do que pensamos depois de rodar por 40 minutos não chegamos ao laboratório, tivemos antes que preencher formulários e passar por uma entrevista no departamento de controle de entrada e saída de estrangeiros.
Quando me dei conta de que a coisa ia demorar tratei de achar um banheiro, pois apesar da Ju estar grávida, era a minha bexiga que parecia estar no oitavo mês. Ufa alívio...
Depois de um blá blá blá, ou melhor, um huá huá huá, fomos liberados pra seguir viagem.
Com 2 horas de atraso chegamos ao tal laboratório onde finalmente eu poderia esvaziar de vez minha bexiga que estava novamente quase explodindo.
Mas a coisa tava enrolada outra vez pq não éramos os únicos estrangeiros tentando morar em Tianjin.
Supliquei à chinesinha, nossa intérprete, que precisava desesperadamente fazer xixi, comovida me concedeu o direito de ser a primeira a fazer o ultrasom.
Não me perguntem o pq do exame, naquele momento tão confortável com uma chinesa apertando minha bexiga, preferi ficar sem respostas.
Passado o sufoco pude voltar a respirar depois que cheguei ao... vamos dizer..."banheiro".
Claro que era o de buraquinho e não havia pia nem água para lavar as mãos.
Mas isso pouco importava num banheiro que apenas uma meia parede me separava do xixi ao lado e uma única porta, sem trava, de vidro semi-transparente que, quando fechada, me impedia de acompanhar de cócoras o que estava se passando no corredor e vice-versa... isso é o que eu chamo de calor humano!! (Aqui, de fato, ninguém sofre de solidão...nem no banheiro!)
Sabía desde o início que teríamos que fazer um raio-x do tórax. A chinesinha me pediu pra entrar numa sala e encostar contra aparede em frente ao aparelho de raio-x. Ok! Mas...pera aí, cadê o técnico?! Aquele cara que vem, coloca a chapa, endireita o aparelho e pede pra vc prender a respiração...não sei só sei que de repente o negócio começou a se mover, mas como não estava alinhado no tórax, achei melhor eu me enquadrar.
E assim eu andava de um lado pro outro tentando alinhar meu tórax ao aparelho quando a chinesinha entra na sala e diz que terminou. Uai mas nem disparou ainda...
Depois descobri que o raio-x era em tempo real e que eu deveria ficar parada...o médico que operava o aparelho deve ter me xingado a beça! Como eu ia imaginar que num lugar com um banheiro daquele teria um raio-x em tempo real?!
Depois de uma canseira consegui convencê-los que o exame de sangue eu só colheria se fosse deitada. E ainda bem que eu estava deitada, pq quando a menina fez a assepsia com iodo povedine e deixou meu braço e antebraço inteiro amarelo sobrou pro Fabio missão de ver se a agulha era descartável, pq naquele momento a última coisa que eu queria era ver o que ela ia aprontar com aquela agulha. Terminado, recebi um palito de madeira com um algodão enrolado na ponta (não era um cotonete!) e um band-aid.
O outro exame, até agora não estou convencida, mas disseram que era um eletro. Só sei que uma mulher emburrada, me colocou uma alça de metal em volta das canelas e dos punhos e me mandou deitar.
Os fios que saiam das alças estavam conectados a um aparelho que mais lembrava uma caixa de força. Pronto! Agora essa mal humorada vai me dar um choque, pensei.
E sem que nada acontecesse me disse: Finish!
Saí da sala e no corredor encontro os três, Fábio, Juliana e Dário, se matando de rir
- “Alguém pode me dizer que piada foi essa?!”
Mas a piada ainda estava por vir...faltava o exame de urina (pois é imagine se eu estivesse esperando até aquela hora).
Ganhamos um copinho de plástico, menor que aqueles suportes pra copinho de café, praticamente uma tampinha de garrafa pet. E com todo esse aparato fomos ao banheiro, eu e a Ju, pra colher urina. Sem assepsia (ainda bem... já imaginou toda pintada de iodo?!)
Achei melhor colher a urina quando estivesse no final pq não tinha muito como segurar o copinho e a chance de derrubá-lo era grande. Mas de repente:
- “ACABOU!!” Gritei pra Ju.
- “Já terminou?” Perguntou ela.
- “Não!!! Acabou o xixi e não consegui pegar.” Expliquei pra ela que tava esperando o finalzinho, mas cessou de uma vez.
- “Não acredito?! Faz uma forcinha...”
Juro que tentei mas nao saia mais nem uma gota além das duas que tinham no copinho.
Desisti, saí do banheiro e encontro o Fabio as gargalhadas, me garantindo que 2 gotas eram suficiente.
Me contou da cena patética em que atravessou o corredor tentando equilibrar o copinho transbordando de xixi, até a sala de exame.
Lá fui eu...na tal sala uma chinesa com um conta-gotas transferia uma gota da urina para um fita, feito o exame (a fita era o exame), cada dono deveria pegar seu copinho com xixi e jogar num cesto no corredor. Inacreditável!
E depois de tudo isso a Ju, revoltada – “Cadê a vigilância sanitária??
Ai Ju...Num lugar que não tem nem sanitário você quer saber da vigilância?!
Me contou da cena patética em que atravessou o corredor tentando equilibrar o copinho transbordando de xixi, até a sala de exame.
Lá fui eu...na tal sala uma chinesa com um conta-gotas transferia uma gota da urina para um fita, feito o exame (a fita era o exame), cada dono deveria pegar seu copinho com xixi e jogar num cesto no corredor. Inacreditável!
E depois de tudo isso a Ju, revoltada – “Cadê a vigilância sanitária??
Ai Ju...Num lugar que não tem nem sanitário você quer saber da vigilância?!
