novembro 24, 2007

Que playcenter que nada!

Finalmente fomos conhecer a muralha da China.
Apenas um pequeno trecho, óbvio :D, pois se andamos por ela uns 50 metros, foi muito...



O caminho pra chegar nesse trecho da muralha é uma estradinha de pista simples, onde o corno do motorista teve a capacidade de tentar uma ultrapassagem em uma trecho de curva, como tinham outros veiculos ultrapassando ao mesmo tempo ele simplesmente tentou o acostamento, só que o acostamento do sentido oposto!!!! Ou seja, de repente estávamos a uns 80km/h no acostamento da pista contrária!

Com os nossos berros, o sujeito sossegou!


Passado o stress da aventura pra chegar lá (pra não dizer tentativa de suicídio - a propósito esse trecho da muralha chama SI MA TAI), pegamos carona no cable car (teleférico) que nos poupou uma caminhada de pelo menos 3 horas.

O vento era cortante, aproveitamos então pra devorar, sem culpa, uma barra de chocolate.

Esse foi o momento mais confortável da subida.

Mas, sem dúvida, o pior trecho foi no ground cable car (vulgo teleférico de solo :) que pegamos pra evitar outro trecho de ladeira.

Puxado ladeira acima por um único cabo, sem qualquer freio de segurança, eis a pergunta não me deixava calar: - E se o cabo quebrar??

Já dentro do "veículo" tive que ouvir do Fabio a seguinte recomendação à minha dúvida:

- Se o cabo quebrar?! Você pula fora desse negócio!
- Como assim pula!? Se pular eu vou me machucar nessas pedras e me arranhar nos arbustos...
- Pode ter certeza que vai ser muito melhor do que se esborrachar lá embaixo!!

Olhei pro lado de fora, examinei e me preparei para saltar a qualquer instante... pra falar a verdade duvido que conseguiria pular pra fora daquele trem! O trajeto, de uns 40 metros, parecia interminável...

Nesse meio tempo, enquanto examinava minhas possibilidades, vi uma cena que fez o trajeto parecer ainda mais longo. Um outro cabo, já quebrado, estava abandonado ali do lado do "trenzinho do terror".

Acho que já não tenho mais idade pra tanta adrenalina.

O duro, naquele momento, era saber que teríamos que enfrentar tudo de novo na volta: o mesmo cable car, a mesma estradinha, o mesmo corno...